New born branch

A tiny sprout

set to sky

like a bird

ready to fly

Feeling the wind

just passing by

we do not break

so flexible to die

green in the shadow

yellow at light

I sketch you ideia

at my little file

look at me

do not be shy

you fell the wind

like so do I

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When we really wake up

Once upon a time I woke up in the morning

I went to the market and bought three breads

I seat on the table to drink my coffee

And then she said: – When we die we wake up

She said what she had been said

-When we die we wake up

like that all this was a dream

and then you get up in your real bed

She ate two bananas and many cookies

I said: do not eat to much

She put the bins outside

And went to the farm

I stayed with my thinkings for long time

I Wrote a poem and paint some rimes

I cheked my emails and see some lies

Just waiting her to tell me more about it

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Mundo concreto

Há muitos telescópios mas poucos astronomos

muitas igrejas mas pouca religiosidade

muitas escolas mais poucos professores generosos

muitas fronteiras pra pouca curiosidade

Há muitos muros altos pra poucas escadas

muitos prédios e pouco alicerce

muita propaganda pra poucos produtos bons

muita notícia pra nenhuma novidade

muitos celulares para distrair-nos

muita ilusão nesse breve espaço

pouca indagação e muito cansaço

há muitos shoppings pra vender o mesmo laço

se deixássemos tudo que há de lado

talvez poderíamos realmente construir algo

mas temos de ser cada um muito cada

e o mundo sempre se acaba em nada

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Cap 2. Da importância de ouvir histórias absurdas

Então foi mais ou menos assim disse. Quando cheguei não sabia se havia chegado mesmo ou se já estava indo embora. Minha intuição já não funcionava ali e nem meus instintos. Tudo era muito nada. E foi ai que comecei a compreender. O espaço que dava toda a explicação e não as coisas. Mas não aprendi isso logo de cara precisei ouvir muita coisa sem impôrtancia, na verdade coisas que eu acreditava serem sem impôrtancia. Uma molécula de água me disse corra que lá vem uma gordurinha, tudo em uma língua ultrassônica em frequências altíssimas. Claro nem dei ouvidos. E assim sem muito dar ouvidos a nada aprendi a ouvir. É muito estranho né? Esta me ouvindo? Sim fiz com o movimento da cabeça e um olhar meio surpreso. E ele continuou.

Então as coisas aqui são sem sentido, ou aparentam ser mas tudo tem um propósito muito grandioso. É como se não pudéssemos enxergar toda a figura. O problema em tudo é que quando tentamos explicar tudo vai perdendo o sentido real, assim quanto mais complexo é algo e mais explicação exige mais foge do que era para ser notado. Então há um jeito aqui em se tratar das coisas para que eles não sejam explicadas dessa forma a perderem o sentido real, o entendimento é feito quando dexesplicamos. É assim se você sente uma grande necessidade de dar uma explicação pare um pouco e ouça o que o outro tem a dizer e quando não sentir vontade nenhuma de falar não fale. Não que deva ficar quito para dexesplicar mais o silêncio fala muito alto e pode ser muito mais ouvido por aqui. As intenções são grandes atores e fazem pirâmides iguais aquelas do Egito em segundos.

Fiquei olhando espantando.

Eu disse que ia ser difícil entender tudo isso mas o que vale é saber se você esta mesmo interessado. Eu não me importo em dexesplicar tudo isso para você deixar de entender.

Não disse nada pois acho que havia não entendido mesmo então pensei que estava no caminho certo e continuei a ouvi-lo.

Vou dexesplicar o pôr do sol, porque gosto de pôr do sol. Igual um ciclo o sol acorda e vai a dormir. Ele sente essa necessidade e faz isso sem nenhum esforço. Nunca teve vontade de sair por ai e se para acordar e se pôr em outra galáxia por exemplo. Ele gosta tanto do que faz que nem sabe que faz, é tão assíduo que nem olha no relógio mais. Vive sem preocupação e faz todas plantas crescerem e toda vida florar. Se ele soubesse dessa imensa responsabilidade talvez não ia mais querer se levantar. Na verdade ele nem sabe que é responsável por tudo isso, não que seja um tolo, é muito sábio mas se preocupa com outras coisas como por exemplo como não passar frio. Pois é, o sol está tão preocupado em como não passar frio que nem nota sua importância para outros assuntos. E sendo assim faz todo seu papel de astro central. Quem diria que o sol só se preocupa em não passar frio. Acho que já dexespliquei bastante por hoje. Melhor pararmos por aqui e apreciar o pôr do sol.

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The sun has gone

The sun is going down

He doesn´t appear to be sad

Maybe he knows that tomorrow

he will be here again

All the sky is changing its colors

from light blue , blood red and black

I take a photo to remember

but in my camera seems so small

Now we are left with the dark

but at the other side I can see

the moon is shining bright

Winds from the east

The sun has gone

hope just for today

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Cap1. Uma grande viagem que passei dormindo

Como se fosse ir a praia não conseguia dormir. Estava tão ansioso por viajar que a cabeça não parava de imaginar, não deixando espaço para sonhos nem descanso. Logo cedo levantou mas apesar da noite mal dormida não tinha um pingo de sono. Arrumou suas coisas que já estavam no canto esperando o amanhecer, escovou os dentes, lavou a cara. Tomou um copo de água como café da manhã. Colocou a mochila nas costas se despediu e saiu para rua.

Saiu para rua e logo sentiu o vento gelado bater em sua cara. Era bom sentir o cheiro da manhã. O ar ainda estava úmido e os pássaros agitados. Foi direto ao ponto de embarque e pagou pelo ticket. O ônibus logo chegou era pontual e as pessoas embarcaram. Seguiu para o número de sua poltrona, colocou sua mochila ao lado e ligou seu pequeno rádio. O ônibus saiu da estação deixando tudo para trás. Mais uma vez cortou esse caminho e seguiu reto o destino.

Gostava de ir olhando os campos, as pessoas, os outros automóveis a passar. Imaginava como devia ser a vida das outras pessoas. E seu pensamento ia longe. Imaginava o que era produzido naquela fabrica. Qual era a espécie daquela árvore enorme, onde estaria indo a pessoa a sua frente, quantos quilômetros o motorista dirigiria naquele dia, e recordava um antigo livro e prestava atenção na canção, nos acordes e no ritmo, identificava cada instrumento. E apesar de uma viagem tão longa logo estava no destino.

Era um lugar desconhecido, com outra língua, outros costumes e outras manias. Era completamente diferente do que ele sempre esteve acostumado. Por isso tanta apreensão. Mas ele gostava de aventura e assim que chegou desceu com sua mochila. Logo de cara nada entendeu o que as pessoas falavam. Mas não importava ele conseguia se virar com o instinto por enquanto. Uma língua cantada parecia que as palavras não se descolavam uma das outras na fala. Era bonito de se ouvir, pensou que gostaria muito de entender o que falavam. Mas não havia tempo. Ele ainda estava indo para outro lugar mais distante. Só ali tinham o transporte. Era uma máquina quântica. Ele iria viajar para o mundo dos átomos. Ali sim seria um difícil entendimento das coisas. Diziam que nesse mundo as coisas se comunicavam se necessidade do som. Elas se locomoviam só de pensar e tudo era tão interligado que um fio de cabelo removido fazia vulcões entrar em erupção. As vezes parecia um pouco maluco e sem nenhuma ligação fios de cabelos e vulcões mas estavam intrinsicamente relacionados e eram diretamente dependentes nesse mundo.

Ele sabia que aqui teria não só de aprender uma nova língua mas abandonar todos conceitos que tinham pois pareciam muito longe do real e até atrapalhavam a entender o que realmente estava acontecendo. Por exemplo para aquecer seu café costumava colocar a chaleira no fogo e sabia que assim os átomos iriam se mover mais rapidamente e o atrito entra eles faria surgir uma energia que chamava de calor. Porém nesse mundo os átomos pareciam estar isolados de tão longe que se encontravam uns dos outros o que ele consegui ver era apenas um vazio que se parecia mais com um sopro.

Parece meio confuso porque também nunca estive lá mas vou contar tudo que ele me relatou estando lá. Ninguém tem muita coragem de ir para um lugar desses. Eu mesmo sou muito medroso e só de pensar em encontrar outro idioma e costumes já me assusto. Mas ele sabia se aventurar e quanto mais nas bordas do desconhecido mais queria se jogar adiante. Não que fosse um suicida mas era louco pela vida. Seus limites pareciam uma gaiola que o aprisionavam. Queria saber o porque do porque, o gosto atrás do gosto e o sentido dos cheiros. Queria não só saber a distância do chão a lua como também queria contar essa distância com seus próprios passos.

Enfim ele não queria modelos. Queria o real experimentado e depois contar para alguém que adora ouvir como eu pude escutar sobre tudo isso.

As vezes achava que era um pouco de mentiras ou sonhos inventados mas o que contava parecia coincidir com as coisas mas que toda teoria e era difícil então duvidar. Mas ele então dizia: eu só cheguei a ver isso então pode mesmo não ser tudo o que podemos saber e logo já pensava em ir mais adiante.

Foram alguns anos que ele passou viajando por esse estranho mundo de átomos e enquanto isso eu passei dormindo. Ele me disse que eu dormi muito pouco porque o tempo era relativo e todos esses anos dele para mim foram alguns segundos. Falava assim:

Onde fui é uma outra dimensão. É difícil explicar sabe qualquer dia te levo lá, mas vou tentar relatar algumas coisas. É mais ou menos assim tudo que parece muito certo é o que está mais próximo de estar completamente errado e tudo que parece errado tem uma possibilidade de estar certo. Na verdade tudo lá não tem medidas e nem palavras é tudo com relação a algo que se exprime as coisas e com isso tudo se torna muito falso então como não se comparam as coisas lá nunca há certeza de nada apenas uma possibilidade.

Quel legal. Eu dizia para não interromper muito e assim ele continuou.

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Notas da alma?

Você tem alma?

O que é a alma?

de onde ela vem?

pra onde ela vai?

Existe mesmo uma alma?

porque ninguém estuda a alma?

Alma morre?

Quais sinais que permintem fazer acreditar em uma?

Intuição? Somos somente funções metabólicas,

buscando sobreviver?

Uma viajante aprisionada que sabe que um dia

terá de deixar toda essa rápida viagem apenas na saudade?

O que busca cada alma? Qual nossa função para o planeta

Qual a função das flores? Existe função?

Para onde estamos caminhando pensando em milênios?

Porque pouco pensamos sobre isto tudo e dedicamos mais a somar e subtrair?

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Presenteando o futuro

Ocupamos nosso tempo.

Não sabemos de onde viemos

Nem pra onde vamos

e estamos a nos ocupar

Eu aqui a escrever

o homem da pré-história

a criança do futuro

vão assim pensar

Talvez isso aqui ler

escrever outras coisas

no mar nadar e se apaixonar

tempo a se ocupar

E se pudesse um presente deixar

para alguém que mal posso imaginar

lá na frente, no ano de 3000 ou mais

que poderia eu presentear?

Talvez um passeio por uma montanha

um deitar-se ao sol pela manhã

ou o cheiro do café de minhas manhãs

algo que não se acabe: um livro

Que bom poder conversar

com pessoas de outras épocas

e saber que assim também podem deixar

um presente curto poema pra o futuro inspirar.

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Diálogo com a Solidão

solidão porque me acompanha?

será você uma boa companhia?

gosto de você tem dias

mas as vezes estas muito calada

você diz que é assim mesmo

quando a chuva cai nos molha

quando no deserto há sede

e tudo que vai volta

quando com você gosto de ver a lua

caminhar por longos bosques frescos

cheirar os diversos aromas da natureza

e ouvir todos cantos do mundo

Amiga fiel seja companheira

como um violão que chora

e nos toca alma em todas horas

suba comigo aquela montanha

eu grito ao teu lado

e só ouço o eco

você é tão respeitosa

que escuta comigo

as vezes preciso te esquecer

a vida não pode ser só eu e você

temos que dar um pequeno espaço

para caber de tudo um pouco

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